Paula Rodrigues
– art director –
Palestra mais interessante:
Case Study – Jornal ECO by WidgiLabs
O mote condutor deste projeto foi criar uma relação extraordinária com o cliente, procurando a melhor solução – não a mais barata.
Em termos de layout não surpreende; no entanto, é um projeto referencial, assente em design atómico, o que me parece constituir um excelente princípio no que se refere à economização de recursos na fase de mock-up. Este princípio permite reutilizar “conteúdos” – neste caso concreto, denominados de “moléculas” em direta associação ao conceito científico: os atómos (elementos HTML) agrupados de determinada forma, constituem “moléculas” que, replicadas, populam o website em diversas instâncias. Várias “moléculas” constituem o que é denominado de “template”, mas o interessante é pensarmos nessas moléculas como módulos de recorrente utilização.
Este projeto também é um bom exemplo de como equipas pequenas conseguem agarrar em projetos de dimensão – a WidgiLabs é uma empresa pequena e pretende manter-se assim, abordando a lógica de freelance como recurso pontual.
Factos interessantes do projeto
- Equipa pequena mas funcional, organizada através da metodologia scrum; o trabalho em sprints permitiu gerir o tempo alocado vs. tempo estimado, o que permitiu pensar sobre o produto na generalidade, priorizando as funcionalidades.
- O principal requisito deste projeto é garantir a máxima produtividade dos jornalistas. Neste sentido, era imperativo apresentar um backoffice intuitivo; as escolhas efetuadas obrigaram, também, a educação dos clientes: o alertar para uma boa higiene na gestão de etiquetas num blog foi essencial para uma melhor hierarquização e manutenção das temáticas do jornal. Existe aqui um certo esforço cooperativo que faz todo o sentido no sucesso do website. Podemos implementar corretamente os componentes, mas o sucesso também se constrói com o empenho, disciplina e critério do cliente.
- Neutralização: o projeto procurou neutralizar a competição, integrando todas as funcionalidades presentes nos websites concorrentes.
- Diferenciação: o projeto teve que superar a competição, trazendo algo novo.
- Arriscar é OK!
Key ideas do Wordcamp 2018
- Educar o cliente: um website é um investimento. É comparável a um carro – queremos comprar o carro certo, e sabemos que o carro vai implicar manutenção. Queremos também que o condutor do carro seja alguém responsável.
- Not every client is worth keeping.
- Grande parte do crescimento do negócio assenta na venda a clientes existentes, ou providenciando suporte a clientes existentes, porque a manutenção do website é fundamental.
- Never underdeliver
- A partir de Julho de 2018, a velocidade dos websites em mobile irá tornar-se em ranking factor na avaliação de um website por parte da Google – este aspeto ajuda a consolidar a ideia de mobile first
- SVG cada vez mais utilizado e cada vez mais preponderante na velocidade de um website
- Novo nicho de mercado: melhorar o ranking dos websites (diagnóstico e melhoria)
- Um produto é um potencial investimento pois rende sozinho, não depende de uma equipa alocada a serviços, e podemos vendê-lo de/ para qualquer parte do mundo. O produto deve ser testado, mas os potenciais clientes é que indicarão o caminho a tomar; good documentation prevents support + support will cost you. É importante fazer parcerias e reutilizar o que já criamos. O conselho é separar a equipa: metade assegura os serviços, que geram a capacidade de investir no produto.
- Tendência atual é trabalhar cada vez menos – o lazer vai crescer abruptamente e isso gera um novo paradigma. É visível na forma como nos apresentamos socialmente: wine lover, mother of two. A PeerSpots é uma startup que está atenta às tribos emergentes e procura ativar essas comunidades, ligando as tribos a locais de culto, permitindo um community engagement. As pessoas, hoje em dia, não querem abdicar da parte integrante que é a sua essência. É preciso reconhecer o lazer / hobbie e criar a tecnologia que sirva a paixão. Exemplo: https://winespots.co/
A explorar
Editor Gutenberg: este editor estará incorporado na próxima grande atualização do WordPress a sair ainda este ano (WordPress 5.0). Será um forte concorrente ao Visual Composer, com a vantagem de se apresentar como parte integrante do core do WordPress. Poderemos editar diversos aspetos através de um editor próprio de CSS, e permite criar módulos personalizados. Podemos testar antecipadamente o plugin aqui: https://wordpress.org/plugins/gutenberg/
Algumas referências para monitorização / optimização da velocidade dos websites e optimização da agenda de trabalho:





